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29 de Dezembro de 2011
Gerardo Colón-Otero: O câncer de mama é curável, na maioria dos casos, se for diagnosticado a tempo. Quando está localizado na mama, em 90% dos casos é possível curá-lo com cirurgia e radiação. Às vezes, há necessidade de quimioterapia ou de terapia de hormonal. Porém, se o câncer estiver avançado, o tratamento é mais complexo. Em muitos casos, também pode haver cura. Com os avanços da medicina nos últimos 20-25 anos, muito mais mulheres são curadas com tratamento, mesmo em casos mais avançados. No entanto, quanto mais cedo as mulheres fizerem uma mamografia, mais cedo o câncer de mama será diagnosticado e a percentagem de mulheres curáveis será mais alta. A forma com que se aplica a quimioterapia hoje em dia também ajuda e mais mulheres podem ser curadas. E mais mulheres são curáveis a longo prazo, com menos casos de recorrência. A detecção tem uma grande implicação em termos de resultados de tratamento, se uma mulher tem tendências de adquirir o câncer e se a doença pode ser diagnosticada em estágios mais iniciais.
Gerardo Colón-Otero: É importante que as mulheres estejam a par das condições de suas mamas, especialmente se são ainda jovens. A recomendação atual é fazer mamografias a partir dos 40 anos de idade, uma vez por ano. Porém, há casos de mulheres mais jovens, com menos de 40 anos, que contraíram câncer de mama. Por isso, é muito importante que as mulheres examinem suas mamas, para verificar de há alguma massa palpável (ou nódulo). Se for o caso, o médico deve ser informado. Essa é a única forma que o diagnóstico do câncer de mama pode ser feito em mulheres mais jovens, como as com menos de 40 anos. Isso é mais importante, principalmente para mulheres com um histórico familiar de câncer de mama, porque a mamografia não é tão eficaz no caso de mulheres mais jovens.
Gerardo Colón-Otero: Sim, há barreiras e os estudos o têm demonstrado. Uma delas é que há uma incidência alta de mulheres hispânicas que não dispõem de seguro-saúde e, em consequência, não têm acesso a exames de diagnóstico. Além disso, muitos dos programas preventivos, destinados à população carente, de uma maneira geral, não incluem programas dirigidos à população hispânica. Não há programas em espanhol que indiquem às mulheres hispânicas quais os recursos que estão a sua disposição para realizar exames de mamografia. A mesma barreira existe quando se trata de obter um tratamento adequado, uma vez que o diagnóstico é feito. A falta de seguro-saúde é uma barreira significativa. Também pode haver fatores de ordem cultural, em termos de tomar uma atitude em relação ao diagnóstico do câncer de mama. Às vezes, a mulher não faz os exames por temer o resultado do diagnóstico ou por não conhecer os benefícios do tratamento e a possibilidade de cura através da cirurgia e de tratamentos.
Por outro lado, já foi descoberto que a incidência de câncer de mama é menor nas mulheres latinas do que nas mulheres caucasianas. No entanto, vários estudos indicaram que a mortalidade devida ao câncer de mama é maior entre as latinas do que entre as caucasianas. Estudos mais recentes sugerem que não há muita diferença. Em geral, os estudos têm demonstrado que as mulheres latinas tendem a desenvolver um câncer de mama já em estágio mais avançado, em comparação com as mulheres caucasianas dos Estados Unidos.
Para mais informações sobre tratamento de câncer de mama e outros tipos de câncer na Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, contate o departamento de Serviços Internacionais pelo telefone 904-953-7000 ou envie um email para intl.mcj@mayo.edu.
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Guta Bacelar
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