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Cardiologistas da Mayo Clinic usam crioablação no tratamento de fibrilação atrial

29 de Dezembro de 2011

JACKSONVILLE, Florida — Mais de 3 milhões de pessoas nos Estados Unidos, segundo as estimativas, sofrem de fibrilação atrial, que podem causar batimentos cardíacos rápidos e caóticos em pessoas, cujos átrios ou câmaras superiores do coração recebem correntes elétricas irregulares, sem qualquer razão aparente. Agora, uma terapia recentemente aprovada, que usa um balão de congelação para o tratamento de fibrilação atrial, já está disponível na Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida.

A nova tecnologia, chamada de crioablação, foi testada nas unidades da Clínica Mayo de Rochester, Minnesota, e de Jacksonville, Flórida, bem como em 25 outros centros médicos de todo o país, que fizeram parte de um estudo clínico que levou a FDA a aprovar o procedimento em dezembro de 2010. A Clínica Mayo de Rochester foi a primeira instituição a utilizar o procedimento.

Os médicos da Clínica Mayo de Jacksonville estão, agora, utilizando a técnica de ablação minimamente invasiva, que usa refrigeração, em vez de aquecimento, para criar um círculo de lesões em volta e dentro da veia pulmonar, onde ela se conecta com o átrio esquerdo do coração, para bloquear os impulsos irregulares que causam a fibrilação arterial. Um balão vazio é introduzido na área de tratamento, através de um cateter, e então inflado e congelado.

"A nova técnica reduz o tempo do procedimento, em comparação com a ablação por aquecimento, e provavelmente reduz o risco de derrame cerebral (acidente vascular cerebral), porque empregamos menos tempo no átrio esquerdo", diz o cardiologista da Clínica Mayo de Jacksonville Fred Kusumoto, especializado em eletrofisiologia.

O procedimento pode ser usado em pacientes que não podem mais se beneficiar da terapia medicamentosa para controlar a anormalidade dos batimentos cardíacos. Os melhores medicamentos disponíveis só são eficazes em 50% dos casos, diz Kusumoto. Assim, a crioablação é uma alternativa viável. O estudo clínico envolveu 245 pacientes. Desse grupo, 69,9% dos pacientes ficaram livres da fibrilação atrial com a nova técnica, enquanto a mesma coisa aconteceu com apenas 7.3% dos pacientes tratados com medicamentos.

A fibrilação atrial é a arritmia cardíaca (batimento cardíaco irregular) mais comum e afeta mais de 3 milhões de americanos. É a arritmia mais comum em afro-americanos, hispânicos e mulheres. Ela pode aumentar a probabilidade de derrame cerebral ou ataque cardíaco, além de criar riscos particulares para pessoas que já sofrem de diabetes ou de hipertensão.

"Esperamos que, a longo prazo, a crioablação virá a ser um procedimento que poderá restaurar os batimentos cardíacos normais, com menores riscos de complicações", declara Kusumoto.

Para mais informações sobre tratamento de fibrilação atrial e outras doenças cardíacas na Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, contate o departamento de Serviços Internacionais pelo telefone 904-953-7000 ou envie um email para intl.mcj@mayo.edu.

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Sobre a Mayo Clinic

A Clínica Mayo, entidade sem fins lucrativos, é um dos principais centros mundiais em tratamento de saúde, pesquisa e educação, para pessoas em todas as fases de sua vida. Para mais informações, em português, visite MayoClinic.org/portuguese e MayoClinic.org/news-portuguese.

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