• Share on:

  • Print

Mayo Clinic e NCCTG não encontram conexão entre a proteína PTEN e o efeito de medicamento para câncer de mama

29 de Dezembro de 2011

CHICAGO, Illinois — Abstrato #10504 da ASCO. Ao contrário do que muitos oncologistas acreditam, uma proteína supressora de tumores, conhecida como PTEN, não reduz a eficácia do Herceptin, medicamento para tratar o câncer de mama, de acordo com um estudo feito por pesquisadores da Clínica Mayo e do North Central Cancer Research Group (NCCTG). No estudo clínico N9831 do NCCTG, em que foram examinados tumores de 1.802 pacientes, os pesquisadores descobriram que as pacientes com câncer de mama HER2-positivo — tanto aquelas em que a proteína PTEN sofreu uma perda de funcionamento, como aquelas em que a proteína PTEN manteve suas atividades normais — se saíram igualmente bem quando o Herceptin foi adicionado à quimioterapia, para prevenir a recorrência do câncer de mama.

ALERTA PARA VÍDEO: Recursos de áudio e vídeo adicionais estão disponíveis no Mayo Clinic News Blog.

Os pesquisadores apresentaram suas descobertas durante o Encontro Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, em Chicago, EUA.

"Este é o maior estudo, até o momento, para avaliar a presença ou perda da PTEN no contexto da terapia contra a HER2 e não encontramos qualquer conexão entre uma coisa e outra", diz a pesquisadora principal do estudo, a oncologista Edith Perez, M.D., que é diretora da Clínica de Mama da Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida. "Nossa equipe de pesquisa está muito satisfeita por haver podido testar uma questão importante no tratamento do câncer de mama e chegar a uma resposta definitiva", declarou.

Os pesquisadores aplicaram corantes em amostras para identificar a expressão da PTEN e ligaram os dados à sobrevivência sem a doença. Eles descobriram que o status da PTEN não impacta a sobrevivência sem a doença de forma significativa; houve apenas um benefício levemente maior para pacientes com tumores-PTEN tratados com Herceptin.

Estudos pré-clínicos e alguns estudos pequenos com pacientes haviam sugerido que tumores com perda de expressão da PTEN não se beneficiariam do tratamento com Herceptin. Por isso, os pesquisadores estavam considerando usar biomarcadores da PTEN em estudos clínicos, como um teste da resistência do Herceptin, sendo que pacientes com resultados positivos em testes de perda da PTEN poderiam então ser submetidas a outras terapias ou convidadas para participar de estudos clínicos.

"Todos nós estávamos interessados em biomarcadores que prognosticavam benefícios para a terapia contra a HER2, mas, com base em nossas análises rigorosas, a PTEN não é a que devemos continuar a pesquisar mais detalhadamente", diz Edith Perez.

As amostras de tumores examinadas na pesquisa vieram do estudo clínico N9831 da NCCTG — um estudo randomizado e multicentro, de fase III, destinado a testar a terapia adjuvante com Herceptin, administrado com — ou depois de quimioterapia com paclitaxel, em comparação com quimioterapia apenas.

O estudo foi financiado pelo Instituto Nacional do Câncer, pelos Institutos Nacionais de Saúde e pela Genentech. O estudo teve 16 coautores: nove das unidades da Mayo na Flórida, Minnesota e Arizona.

Para mais informações sobre tratamento de câncer de mama na Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, contate o departamento de Serviços Internacionais pelo telefone 904-953-7000 ou envie um email para intl.mcj@mayo.edu.

###

Sobre a Mayo Clinic

A Clínica Mayo, entidade sem fins lucrativos, é um dos principais centros mundiais em tratamento de saúde, pesquisa e educação, para pessoas em todas as fases de sua vida. Para mais informações, em português, visite MayoClinic.org/portuguese e MayoClinic.org/news-portuguese.

Contacte Informações

Guta Bacelar
305-598-0125
gbacelar@bellsouth.net

  • Share on:

  • Print