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Mayo Clinic obtém sucesso inicial com laser que destrói tumores por aquecimento

29 de Dezembro de 2010

JACKSONVILLE, Flórida — Médicos da Clínica Mayo de Jacksonville estão entre os primeiros do país a usar uma técnica conhecida como ablação a laser guiada por MRI (imagem de ressonância magnética) para aquecer e destruir tumores nos rins e no fígado. Até agora, cinco pacientes foram tratados com sucesso – isto é, não restou qualquer tumor visível depois do procedimento.

AVISO SOBRE VÍDEO: Mais material em áudio e vídeo, incluindo trechos de uma entrevista com o médico Eric Walser, está disponível no Blog da Clínica Mayo (Mayo Clinic News Blog).

Assim, eles se juntam a seus colegas da Clínica Mayo de Rochester, Minnesota, que foram os primeiros a usar a ablação a laser para tratar pacientes com tumores recorrentes na próstata.

Apesar das técnicas de tratamento ainda estarem em fase de desenvolvimento, os médicos afirmam que o tratamento é potencialmente útil contra a maioria dos tumores no organismo — tanto primários como metastáticos — desde que eles sejam apenas uns poucos em um órgão e que sejam menores do que 5 centímetros em tamanho (cerca de 2 polegadas em diâmetro). Os pacientes também não podem ter um marcapasso ou certos implantes metálicos, porque o procedimento é realizado dentro de uma máquina de MRI.

"A ablação a laser nos oferece uma maneira de atingir com precisão os tumores para eliminá-los, sem causar dano ao resto do órgão. Acreditamos que há muitos usos em potencial para essa técnica, o que é muito estimulante", diz o radiologista intervencionista Eric Walser, M.D., que foi o primeiro a usar essa técnica na Clínica Mayo de Jacksonville, Florida.

Nos Estados Unidos, a ablação a laser é usada primariamente para tratamentos tumores no cérebro, na espinha dorsal e na próstata, mas foi liberada pela FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA) para tratar tumores dos tecidos moles. Apenas alguns centros adaptaram a técnica para eliminar tumores fora do cérebro.

Eric Walser vem usando ablação a laser desde junho. Ele aprendeu a técnica na Itália, onde seu uso é mais comum, e fez as necessárias adaptações para tratar pacientes da Clínica Mayo de Jacksonville, muitos dos quais estão na lista de espera para transplante de fígado. A clínica dispõe de um grande centro de transplante de fígado e alguns pacientes com cirrose têm tumores pequenos em seus fígados. "Fizemos o tratamento dos tumores para contê-los, porque não poderíamos usar quimioterapia nesses pacientes, que estão muito doentes e à espera de um novo fígado", ele explica. Ele também adaptou a técnica para usá-la no tratamento de tumores nos rins.

O procedimento ambulatorial é realizado em uma máquina de MRI, que pode monitorar com precisão a temperatura dentro dos tumores. Uma agulha especial, não-metal, é inserida diretamente no tumor e o laser é ligado para aplicar energia luminosa. Os médicos podem observar o gradiente de temperatura, conforme ela se eleva, e podem verificar o local exato onde o aquecimento está ocorrendo no órgão. Quando o tumor e um pouco de tecido a sua volta (que pode estar abrigando células cancerosas) são aquecidos ao ponto de destruição — o que pode ser claramente visto nos monitores — o laser é desligado. Em tumores grandes, várias agulhas são inseridas simultaneamente.

Os pacientes são anestesiados porque, durante os dois minutos e meio do procedimento, eles não podem se mover, explica o radiologista. Os efeitos colaterais pós-tratamento incluem alguma dor local e sintomas parecidos aos da gripe, enquanto o corpo reage à presença do tecido destruído e o absorve, ele diz. Esses efeitos colaterais normalmente desaparecem de três dias a uma semana.

A ablação a laser, segundo Eric Walser, é uma tecnologia muito mais precisa do que métodos similares que usam sondas, tais como ablação de radiofreqüência, que também eleva a temperatura de um tumor, e crioterapia, que congela os tumores.

O médico David Woodrum, M.D., Ph.D., da Clínica Mayo de Rochester, também relatou o sucesso no uso dessa nova técnica.

No encontro de março da Sociedade de Radiologia Intervencionista, ele apresentou os resultados dos primeiros casos conhecidos de tratamento de tumores da próstata com o uso de ablação a laser guiada por MRI. Ele disse então que a conclusão segura de quatro casos clínicos, usando essa técnica para tratar o câncer em pacientes que se submeteram, sem sucesso, à cirurgia, "demonstra o potencial dessa tecnologia".

David Woodrum já tratou de sete pacientes até agora, incluindo um paciente com melanoma, cujo câncer se expandiu para o fígado.

"A ablação guiada por MRI pode se revelar um novo e promissor tratamento para recorrências de câncer da próstata", ele afirma. "Ele adapta a modalidade (imagem) e a duração do tratamento ao tamanho da lesão e a sua localização, oferecendo uma alternativa menos invasiva e minimamente traumática para os homens", explica.

A Mayo exerce a liderança no país na adaptação do uso da ablação guiada por MRI para tratamento de tumores fora do cérebro, dizem os médicos que vêm colaborando para a expansão do uso dessa tecnologia com a Visualase Inc., de Houston, Texas. A empresa recebeu a aprovação da FDA em outubro de 2009 para o uso da ablação a laser. Os médicos Eric Walser e David Woodrum não fizeram qualquer acordo financeiro com a empresa e não há conflitos de interesse em seus estudos.

Para mais informações sobre ablação a laser guiada por MRI ou tratamento de câncer na Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, contate o Departamento de Serviços Internacionais pelo telefone 904-953-7000 ou envie um email para intl.mcj@mayo.edu.

Sobre a Mayo Clinic

A Clínica Mayo é o primeiro e maior centro de medicina integrada do mundo. Médicos de todas as especialidades trabalham juntos no atendimento aos pacientes, unidos por um sistema e por uma filosofia comum, de que "as necessidades dos pacientes vêm em primeiro lugar". Mais de 3.700 médicos, cientistas e pesquisadores, além de 50.100 profissionais de saúde de apoio, trabalham na Clínica Mayo em Rochester (Minnesota), Jacksonville (Flórida) e Phoenix/Scottsdale (Arizona). Juntas, as três unidades tratam mais de meio milhão de pessoas por ano.

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Sobre a Mayo Clinic

A Clínica Mayo, entidade sem fins lucrativos, é um dos principais centros mundiais em tratamento de saúde, pesquisa e educação, para pessoas em todas as fases de sua vida. Para mais informações, em português, visite MayoClinic.org/portuguese e MayoClinic.org/news-portuguese.

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