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Fundação Michael J. Fox destina verba a pesquisador da Mayo Clinic para fomentar pesquisa da doença de Parkinson

29 de Dezembro de 2010

JACKSONVILLE, Flórida — Por suas contribuições aos esforços científicos para descobrir novas formas potenciais de tratamento da doença de Parkinson, um neurocientista da Clínica Mayo, em Jacksonville, Flórida, obteve a concessão de uma verba de US$500.000 da Fundação Michael J. Fox (MJFF).

O pesquisador, Matthew Farrer, Ph.D., estuda como um gene, conhecido como LRRK2, funciona normalmente dentro das células nervosas do cérebro (neurônios) e como ele pode se desencaminhar quando passa por mutações. Matthew Farrer fez parte da equipe original que descobriu a ligação entre o LRRK2 e a doença de Parkinson, em 2004. Um ano mais tarde, ele descreveu a mutação G2019S do gene LRRK2 que, segundo se acredita agora, é o fator de risco genético mais comum da doença de Parkinson.

Por essas razões, a MJFF identificou o LRRK2 como um alvo terapêutico de alta prioridade e já investiu quase US$17 milhões, até o momento, em estratégias mais amplas e integradas, que visam promover iniciativas críticas relacionadas ao LRRK2, em todos os estágios de desenvolvimento de drogas, de acordo com a fundação. Em 17 de fevereiro, a MJFF anunciou a concessão de verbas para nove estudos de pesquisa, no valor de US$3,5 milhões.

O trabalho do pesquisador de averiguar a função do LRRK2 na determinação da estrutura dos neurônios rendeu-lhe a verba para dois anos de pesquisa. O pesquisador co-responsável pelo estudo é o professor assistente de neurociência molecular da Clínica Mayo, Justus Daechsel, Ph.D.

"Na Mayo, a pesquisa da área de neurociência molecular está focada agora na base genética da doença de Parkinson, nas proteínas específicas e nas vias moleculares que são afetadas", diz Matthew Farrer. "Nosso modelo e nosso programa de desenvolvimento de drogas foram projetados para interromper a progressão da doença, não apenas para tratar os sintomas", ele afirma.

O pesquisador e sua equipe alteraram a estrutura genética de camundongos, de forma que eles não têm o gene LRRK2. Quando células cerebrais desses animais foram desenvolvidas em cultura de laboratório, os pesquisadores descobriram que os neurônios sem o LRRK2 se ampliam mais que os neurônios com o LRRK2, o que comprova que esse gene normalmente ajuda a regular a arquitetura neurônica.

Os pesquisadores estão usando os camundongos para entender melhor a função da proteína produzida pelo gene LRRK2. "É uma proteína grande, com muitas partes. Assim, vamos recolocar porções da proteína, com ou sem as mutações que predispõem as pessoas a desenvolver a doença de Parkinson, de volta nas células derivadas desses animais, para verificar que papéis as partes diferentes da proteína exercem", ele explica. Eles também vão excluir outras proteínas que, como se sabe, interagem com a proteína do LRRK2, para analisar os efeitos.

"Respostas para essas questões são críticas para o desenvolvimento futuro de drogas para tratar os pacientes com doença de Parkinson e, por isso, estamos satisfeitos com o apoio da Fundação Michael J. Fox, que pode nos ajudar a atingir nosso objetivo comum", declara o pesquisador.

Para mais informações sobre tratamento da doença de Parkinson na Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, contate o departamento de Serviços Internacionais pelo telefone 904-953-7000 ou envie um email para intl.mcj@mayo.edu.

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Sobre a Mayo Clinic

A Clínica Mayo, entidade sem fins lucrativos, é um dos principais centros mundiais em tratamento de saúde, pesquisa e educação, para pessoas em todas as fases de sua vida. Para mais informações, em português, visite MayoClinic.org/portuguese e MayoClinic.org/news-portuguese.

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