1 de Março de 2010
— A ALS (Amyotrophic Lateral Sclerosis) Association dos Estados Unidos conferiu, pelo quinto ano, o título de "Centro de Excelência à Clínica Mayo de Jacksonville — o único da Flórida.
— Cientistas da clínica trabalham no desenvolvimento de exames de sangue confiáveis para o tratamento da ELA, que permitam medições mais diretas do dano aos nervos do que as dos testes atuais, que se baseiam na medição da força física. Os resultados preliminares são tão promissores que a Clínica Mayo está reunindo pesquisadores de outros centros nos Estados Unidos e Europa para realizar um estudo em grande escala do exame.
JACKSONVILLE, Flórida — A clínica para tratamento da esclerose lateral amiotrófica (ELA) da Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, recebeu o certificado de Centro de Excelência – o único na Flórida e um dos quatro em todo o Sudeste dos Estados Unidos. A ELA, também é conhecida como doença de Lou Gehrig (ex-jogador de beisebol dos EUA).
Como todos os Centros da ALS Association, a clínica propicia a todas as pessoas que convivem com a doença e aos que cuidam delas uma grande variedade de tratamentos médicos multidisciplinares e serviços de assistência, de acordo com a ALS Association.
A ELA é uma doença neurodegenerativa progressiva, normalmente diagnosticada na faixa etária de 55 a 70 anos, causada pela deterioração das células do sistema nervoso, que controlam o movimento muscular voluntário.
Os pacientes normalmente necessitam de uma variedade de cuidados médicos e de assistência. A Clínica Mayo utiliza uma equipe de profissionais especializados, formada por médicos, enfermeiros, terapeutas (físicos e ocupacionais), um nutricionista, um patologista da fala e linguagem (fonoaudiólogo), assistente social, pulmonologista, gastrenterologista, psiquiatra e neuropsicólogo, para tratar de um grupo de cerca de 100 pacientes de ELA, em um espaço clínico especialmente dedicado a esse fim.
"Dispomos de um grupo de profissionais de saúde altamente dedicados ao tratamento dessa doença, envolvidos apenas com essa área médica", disse o diretor da clínica Kevin Boylan, M.D., responsável pela formação da clínica. "Nos sentimos honrados pela atribuição desse certificado à nossa clínica pela ALS Association, porque essa designação reconhece o alto nível do serviço que tentamos prestar".
Em sua inauguração, o então presidente e CEO da ALS Association, Gary Leo, declarou: "O primeiro certificado conferido pela ALS Association a uma instituição da Flórida é um marco importante para todos os habitantes da região que convivem com a doença e para aqueles que cuidam deles. O certificado traz um raio de esperança e uma mensagem clara e reconfortante à comunidade envolvida com a ELA, de que a clínica tem alcançado nossos altos padrões".
O Capítulo da Flórida da ALS Association, que coloca à disposição da clínica um coordenador responsável pelo atendimento das necessidades dos pacientes e suas famílias durante visitas clínicas, foi um dos grandes proponentes da certificação. "Isso vai levar o tratamento da ELA, na Flórida, a um nível mais alto, com a conseqüente expansão do tratamento dos pacientes e da pesquisa", disse a presidente do Capítulo da Flórida da ALS Association, Dara Alexander.
Kevin Boylan disse que a esclerose lateral amiotrófica é uma doença difícil de se viver com ela e difícil de controlar. "Ainda não temos a cura para ela, mas estamos observando um progresso no tratamento dos pacientes com essa doença. Uma abordagem abrangente e multidisciplinar do tratamento da ELA é importante para o controle de uma grande variedade de problemas que podem ocorrer com esse tipo de esclerose. Esse é o objetivo da clínica ELA", afirmou.
O tratamento e os cuidados médicos são prestados ao paciente em toda a sua amplitude, a cada consulta, de forma que eles não precisam fazer diversas consultas, com vários médicos, em locais diferentes, o que pode aumentar o estresse dos pacientes com mobilidade limitada, explicou o diretor da clínica. Além disso, as comunicações entre os integrantes da equipe multidisciplinar, que trabalham lado a lado na clínica, asseguram que as intervenções sejam mais rápidas e um tratamento de alta qualidade seja feito de forma consistente, ele disse.
Mesmo assim, a equipe da clínica ELA se esforça continuamente para melhorar o tratamento. E uma área de interesse particular é a da deficiência cognitiva em ELA, disse Kevin Boylan. O neuropsicólogo da equipe da clínica está trabalhando com especialistas de outros centros de ELA nos Estados Unidos para desenvolver uma ferramenta de exame (screening) que ajude a identificar potenciais disfunções mentais em pacientes, de forma que a doença seja controlada de forma mais eficaz, ele disse.
Além disso, a clinica ELA oferece oportunidades a outros centros de participar de estudos de pesquisa que possam ajudar a determinar a causa da doença e levar a aperfeiçoamentos do tratamento, afirmou.
Por exemplo, os pesquisadores da Clínica Mayo de Jacksonville estão estudando genes que, quando herdados, podem causar ou aumentar o risco de desenvolvimento da doença. E também estão pesquisando a biologia molecular da doença para trazer à tona os mecanismos envolvidos. Um objetivo complementar é o de desenvolver exames de sangue confiáveis para a ELA, que possam possibilitar medições mais diretas do dano aos nervos, em casos de ELA, do que as dos testes atuais, que se baseiam em medições da força física. Os resultados preliminares são tão promissores que a Clínica Mayo está reunindo pesquisadores de outros centros nos Estados Unidos e Europa para realizar um estudo em grande escala do exame, informou.
Além disso, os pacientes com ELA podem participar de estudos clínicos que testam novos medicamentos ou novos usos de agentes existentes, para tratar o distúrbio. Um exemplo é um estudo dedicado a testar o antibiótico ceftriaxona, em uso há tempos e que pode oferecer efeitos neuroprotetivos em casos de ELA. O estudo é financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA. Outros estudos clínicos estão em andamento ou serão iniciados em breve na clínica, disse o médico.
Para mais informações sobre tratamento de esclerose lateral amiotrófica e outras doenças neurodegenerativas na Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, contate o departamento de Serviços Internacionais pelo telefone 904-953-7000 ou envie um email para intl.mc
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