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Nova tecnologia em estudo na Mayo Clinic para tratamento de azia crônica

4 de Maio de 2009

JACKSONVILLE, Flórida — A Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, está entre os 15 centros no mundo que testam a segurança e a eficácia de um novo dispositivo, ainda em fase experimental, para o tratamento da doença de refluxo gastroesofagiano (DRGE).

A DRGE (GERD, em inglês) é uma doença progressiva, resultante da fraqueza ou da imperfeição de um esfíncter esofagiano inferior. O esfíncter imperfeito, normalmente fechado quando alimentos ou líquidos não estão passando para o estômago, permite que haja refluxos de conteúdos do estômago para o esôfago, causando azia e lesão no esôfago. Cerca de 20 milhões de pessoas nos Estados Unidos enfrentam diariamente esse problema, que pode exigir, em muitos casos, terapia medicamentosa por toda a vida.

"A terapia medicamentosa é eficaz para se controlar ou eliminar a produção de ácido estomacal, mas não lida com a causa do refluxo, que é o mau funcionamento do esfíncter esofagiano", diz o cirurgião da Clínica Mayo C. Daniel Smith, M.D., que investiga essa nova forma de tratamento da doença. "Esse novo dispositivo foi projetado para restaurar a função do esfíncter esofagiano e impedir o refluxo", explica. "Se for comprovado que o dispositivo é eficaz, isso pode ter um impacto significativo nas opções de tratamento que oferecemos, hoje, aos pacientes", diz o cirurgião. O dispositivo é um anel de esferas magnéticas, que é colocado através de cirurgia laparoscópica, com pequenas incisões — um procedimento que toma menos de uma hora. O anel magnético ajuda a manter o esfíncter fechado, mas ele se solta e permite que a válvula se abra sob pressão de alimentos ou bebidas no esôfago. O sistema foi avaliado em um estudo de viabilidade, que confirmou sua capacidade de reduzir, de forma significativa, a incidência de refluxo, retornando a exposição de ácido a níveis normais, para a maioria dos pacientes participantes do estudo. O estudo clínico em andamento irá avaliar a segurança e a eficácia do sistema.

O estudo é financiado pela Torax Medical Inc., fabricante do dispositivo. O cirurgião C. Daniel Smith não tem qualquer interesse financeiro na tecnologia ou na empresa ligada a esse estudo.

Para mais informações sobre tratamento da doença de refluxo gastroesofagiano na Clínica Mayo, de Jacksonville, Flórida, contate o departamento de Serviços Internacionais pelo telefone +904-953-7000 ou escreva para intl.mcj@mayo.edu.

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Sobre a Mayo Clinic
A Clínica Mayo é o primeiro e maior centro de medicina integrada do mundo. Médicos de todas as especialidades trabalham juntos no atendimento aos pacientes, unidos por um sistema e por uma filosofia comum, de que "as necessidades dos pacientes vêm em primeiro lugar". Mais de 3.300 médicos, cientistas e pesquisadores, além de 46.000 profissionais de saúde de apoio, trabalham na Clínica Mayo, que tem unidades em Rochester (Minnesota), Jacksonville (Flórida) e Scottsdale/Phoenix (Arizona). Juntas, as três unidades tratam mais de meio milhão de pessoas por ano.

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