13 de Dezembro de 2006
JACKSONVILLE, Flórida — A Clínica Mayo melhorou significativamente sua capacitação tecnológica para diagnosticar câncer de mama, com o emprego de dois novos aparelhos de mamografia digital, a mais avançada tecnologia para exames de prevenção da doença, em mulheres em certas condições.
Embora mais mulheres nos Estados Unidos estejam sendo diagnosticadas com câncer de mama, a cada ano, o número de vítimas fatais vem decrescendo, devido à detecção precoce e aos progressos no tratamento, de acordo com a Sociedade Americana do Câncer. Esses mamógrafos digitais — um deles presenteado pela Fundação RITA (Research is the Answer — pesquisa é a resposta) — são mais um recurso valioso para o programa da Clínica de Mama Mayo.
Um avanço no exame e diagnóstico do câncer de mama, a mamografia digital está comprovadamente encontrando seu nicho nos programas de combate ao câncer. "Um amplo estudo, publicado em 2005, revelou que os mamogramas digitais aumentaram a precisão desses exames em três categorias de pacientes", diz a radiologista da Clínica de Mama da Mayo Elizabeth DePeri.
Em comparação com a mamografia analógica (com filmes), a mamografia digital é mais indicada para mulheres nas seguintes condições:
"Embora as imagens obtidas através de aparelhos de mamografia convencional (por filme) ainda sejam muito usadas e tenham uma sensibilidade eqüivalente, as imagens digitais permitem ao radiologista trabalhar a imagem num computador, o que ajuda bastante a interpretá-las, diz DePeri.
A mamografia digital traz outras vantagens sobre a mamografia analógica. Por exemplo, as imagens eletrônicas da mama podem ser facilmente melhoradas, arquivadas ou transmitidas. "Como uma imagem no computador pode ser manipulada, para ser examinada da melhor forma possível, torna-se desnecessário repetir mamografias", explica a radiologista. Além disso, equipamentos digitais produzem imagens mais rapidamente do que os convencionais, que dependem da revelação dos filmes. Melhores recursos e produção mais rápida de imagens permitem aos técnicos realizar mais exames num dia, o que aumenta a disponibilidade de consultas.
Embora os estudos sobre a mamografia digital não tenham apresentado, até o momento, vantagens aparentes sobre o filme, em relação a outros grupos de pacientes, os radiologistas podem continuar a oferecer, com a devida cautela, a utilização dessa nova tecnologia. Esses grupos incluem mulheres com mais de 50 anos, as que não têm tecido mamário denso ou extremamente denso e as que ainda não têm menstruação - os grupos foram revelados por um estudo de exames radiológicos por mamografia digital - conhecido como DMIST (Digital Mammographic Imaging Screening Trial). O DMIST foi um estudo conduzido pelo American College of Radiology Imaging Network, um grupo cooperativo, patrocinado pelo Instituto Nacional do Câncer dos EUA.
O estudo também mostrou que a difusão do uso da mamografia digital pode ser limitada pelos custos desses sistemas que, atualmente, são de 1,5 a 4 vezes mais caros do que os dos sistemas convencionais. "É provável que leve de cinco a dez anos para que todas as mamografias, nos Estados Unidos, sejam realizadas digitalmente, devido aos custos e às complexidades da transição de sistemas", explica DePeri.
Mamografia é um exame radiológico para fazer a triagem, detecção e rastreamento de alterações ou anormalidades na mama. As diretrizes da Sociedade Americana do Câncer recomendam que todas as mulheres, depois dos 40, devem se submeter a exames mamográficos todos os anos. Mulheres na faixa dos 20 aos 30 anos devem passar por exames clínicos da mama a cada três anos - e anualmente, depois dos 40. Aos 20, as mulheres devem iniciar os auto-exames e relatar qualquer alteração na mama ao médico, se observada. Mulheres com maior risco de contrair câncer de mama devem realizar mamografias mais cedo e discutir outras opções de exames preventivos com seus médicos. Outras opções de exames de triagem incluem ultra-som, imagem por ressonância magnética (MRI), além de mamografia, ultra-som ou ressonância magnética para guiar por imagem biópsias não cirúrgicas.
Fundada em 1997, a Fundação RITA é uma organização sem fins lucrativos, operada localmente apenas por voluntários, que se dedica a levantar fundos e disseminar a conscientização para o combate a todos os tipos de câncer, com ênfase na pesquisa e nos programas de conscientização e educação das pacientes de câncer de mama. "É com muita satisfação que a Fundação RITA vem dando suporte às iniciativas da Clínica Mayo, relacionadas ao combate ao câncer de mama, desde o ano 2000", declara o presidente-fundador da entidade, Charles Jantz. A Fundação já alocou verbas de US$ 165 mil à Clínica Mayo, das quais US$ 25 mil foram destinados, este ano, a pesquisas relacionadas com a mamografia. O novo aparelho de mamografia digital, um presente avaliado em US$ 400 mil, foi a maior doação da entidade à Clínica Mayo, até hoje.
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