28 de Junho de 2006
JACKSONVILLE, Flórida ─ Urologistas da Clínica Mayo de Jacksonville, Florida, informam que cerca de dois terços dos homens com hiperplasia benigna da próstata (HBP) apresentaram melhoras significativas em seus problemas urinários, em períodos de 6 a 12 meses, após tratamento baseado em coagulação intersticial com laser. De julho de 2003 a maio de 2005, 100 homens foram submetidos a tratamento intersticial com o sistema de laser Indigo Optima ─ é o maior grupo conhecido de pacientes tratados com essa nova tecnologia.
A coagulação intersticial a laser, no caso com o laser Indigo, é uma das alternativas cirúrgicas minimamente invasivas para o tratamento de homens que padecem os incômodos sintomas da hiperplasia benigna da próstata. O urologista Todd Igel e seus colegas da Clínica Mayo realizam esse procedimento, para o qual a maioria dos homens com problemas ainda pequenos ou moderados de crescimento da próstata são candidatos. "Essa é uma alternativa à terapia com medicamentos, especialmente nos casos de homens que não melhoram com o tratamento medicamentoso e experimentam efeitos colaterais indesejáveis ou que desejam evitar os custos com a compra contínua de remédios", ele diz.
O procedimento ambulatorial (que pode ser realizado em consultório médico) dura de 20 a 30 minutos. A maioria dos pacientes requerem anestesia local apenas. O médico insere o laser de fibra óptica pela uretra do paciente e o leva até a glândula prostática. Então, liga o aparelho, para aplicar energia controlada do laser a partes selecionadas da próstata aumentada do paciente. O laser destrói uma porção do tecido prostático, que é absorvida pelo organismo. A próstata se encolhe, com o tempo, o que resulta em um alívio substancial dos problemas, tais como um fluxo de urina fraco, dificuldade para iniciar a urinação, fluxo de urina interrompido com freqüência, várias idas ao banheiro durante a noite para urinar e incapacidade de esvaziar a bexiga completamente.
A termoterapia transuretral por microondas (TUMT) é outro procedimento minimamente invasivo para o tratamento da HBP. Ela usa energia de microondas para destruir tecidos prostáticos. Entretanto, a coagulação intersticial com laser, segundo Igel, é mais versátil, porque permite ao médico ser mais preciso. "Você vê onde está colocando a fibra na próstata. Você realmente sabe o que está fazendo. É uma terapia visualmente definida", explica o urologista.
Em uma TUMT o grau de precisão é menor, porque o médico é guiado por imagens de ultra-som, ao usar o cateter na próstata, para "queimar" os tecidos. Além disso, a termoterapia por microondas não pode tratar o lobo mediano da próstata.
O tratamento cirúrgico mais comum para a HBP é a ressecção transuretral da próstata (RTUP), que exige hospitalização por dois ou três dias. Os pacientes podem contar com uma melhora marcante dos sintomas logo depois desse procedimento. Entretanto, uma RTUP traz um risco de efeitos colaterais pequeno - mas maior do que o de uma coagulação intersticial com laser. Esses efeitos colaterais incluem incontinência urinária, impotência e ejaculação retrógrada.
A Hiperplasia Benigna da Próstata afeta cerca de 50% dos homens com mais de 50 anos e a mais de 90% dos que já passaram dos 80. Os médicos normalmente recomendam uma atitude de espera cautelosa, até que os sintomas se tornem irritantes.
Igel e seus colegas, os médicos Theodore Brisson e Gregory Broderick, apresentaram os dados de seu estudo no encontro anual da Seção Sudeste da Associação Americana de Urologia, realizado este ano em março de 2006.
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